domingo, 29 de dezembro de 2013

O último de 2013

Poeirão que levanta! Volto eu, depois de um longo tempo, a escrever. Ou poeirão que baixa, quando paro um pouco... pouco. O texto, caro amigo leitor, não tem o objetivo de refletir sobre o ano que se vai, relembrar, não é uma reflexão, tampouco um balanço de 2013. Veja como quiser (ou nem veja se já o fiz perder o interesse). O fato é que somos feitos de ciclos, a vida é assim. Começa, termina, dura o que tiver que durar, perdura, eterniza. Aquela ideia, que alguém já escreveu, de acabar o ano para renovar energias, esperanças, dar novo ânimo. É isso! Fatiar o tempo não apenas em anos, é como quando o dia acaba, amanhã é um novo e tudo pode ser diferente, e teremos novidades e se quer fazer algo a mais, dá um alívio ou um gosto de quero mais, uma expectativa pelo dia seguinte. Assim vão as semanas, os meses, os anos. Tudo é chance, é nova oportunidade, é um respiro, é uma renovação, é um descansar para recomeçar, ou simplesmente para continuar. É como um livro, o capítulo nem sempre coloca fim ã história, traz novos fatos, dá uma cadência melhor, um respiro, um novo começo sem acabar.

Uma hora cansa, desanima, cai. Quem sabe, amanhã acerte, melhora. Engraçado, quantas vezes se vive o hoje pensando no amanhã. É impossível viver como se o dia seguinte não viesse, não nos cobrasse, não esperasse um pouquinho a mais de nós. (será????) Prefiro achar que se trata de sonhar, de querer, de esperar, de fazer. Aquele novo dia, aquela nova chance, aquele novo ciclo, aquela nova fase, aquela nova velha vida que se faz e se transforma a cada dia. E os ciclos compõem a vida de cada um de nós. Fica aquele verdadeiro arquivão, tá tudo guardado, pasta segunda, pasta sábado, pasta janeiro, pasta dezembro, pasta 1985, pasta 2013. E arquiva tudo! O que fez chorar de alegria e de tristeza, o que fez sorrir até chorar e o que fez sorrir para não chorar; o que se quer repetir, o que se quer esquecer e fica ali no fundo da gaveta pra doer menos (mas tá guardado); a música que lembra um momento, um cheiro que lembra um lugar, um sabor que se quer repetir. Fica anexo a vontade de reescrever aquela letra, abrir a janela para o vento renovar os ares, de colocar mais pimenta no tempero da vida. 

Daí você segue andando, como aquele mochileiros que carregam sacolas imensas nas costas. Sua vivência, sua maturidade, suas experiências, seus ciclos, sua vida. Uma hora você pode até parar de andar, fecha um ciclo. Mas mesmo parado coloca tudo pra rodar. Já andei tanto e muitas vezes acho que estou patinando. Minhas malas são cada vez maiores, mas a bagagem ainda não é suficiente para o que preciso. Meu bom e velho par de asas sempre me fazem buscar vôos mais altos, mais ã frente, mais ao longe. O fato é que eu espero ansiosamente pelo amanhã, pelo realizar, pelo novo, pela nova melodia, respirar melhor, pelo tempero que dá gosto a vida! Vamos logo virar a página, quero escrever outro capítulo!