sexta-feira, 8 de março de 2013

O ser do ser mulher


É até difícil explicar o que é ser mulher... Deve ser porque somos muito sentimento e sentimento, quase (??) nunca se consegue explicar. Deve ser porque somos isso tudo, uma mistura de coisas, de sentidos, sentimentos, gentes. Mulher que trabalha, profissional que dedica horas do seu dia, dias do seu mês, meses do seu ano, anos da sua vida por um sonho profissional... estudo, dedicação, carreira. Mulher que ama: o homem, os filhos, os amigos, que traz em si aquele instinto de atenção, carinho, dedicação, cuidado e preocupação com o outro, que instintivamente sabe o que fazer com uma criança no colo. Mulher vaidosa, que adora salão, uma roupa ou um sapato novo, que precisar perder uns quilinhos, que se preocupa com a saúde, vai ao médico regularmente, que quer apenas sentir-se bem consigo mesma. Mulher do lar, que coloca o cabelo pro alto e faz aquela faxina hospitalar em casa, passa a roupa, cozinha, cuida das crianças, do marido, do cachorro, do papagaio. Mulher de fases, que se descabela no período menstrual (e isso é um incômodo, mais do que pra vocês rapazes, acreditem), que chora de tanto rir de uma besteira qualquer, que chora um rio com um filme, uma música, uma lembrança, uma saudade, que quer voar, voar e depois encontrar um pouso calmo e seguro. 

Mulher improvável, mas possível, que sabe bem a regra do impedimento, que lembra de datas e jogos históricos, que escala até um time de quarta divisão do paulista, que poderia ser técnica da seleção de brincos maquiagem e unhas vermelhas; que entende que um palavrão bem colocado define qualquer situação, que falar besteiras com os amigos está liberado e faz um bem danado; que gosta de beber umas e outras pra descontrair, pra rir, pra chorar, pra relaxar, pra celebrar, pra afogar seja lá o que for; que às vezes parece guardar um homem dentro de si, ao vislumbrar uma vitrine de materiais esportivos, ao ir ao estádio, ao ver o novo carro, ao não se sentir tocado por algo simples. Mulher psicóloga, que ouve todo mundo, que aconselha, que empresta o ombro, que deixa de lado seus problemas, suas angústias, sua canseira porque o outro precisa de você, mas que também precisa abrir aquele coração cheio de tantas coisas. Mulher sonhadora, que traça suas metas seus sonhos, sabe bem o que quer, mas não perde o romantismo de desejar um mundo ideal em todas as esferas da sua vida. Mulher forte, sem perder a ternura, sem deixar de brigar, sem se deixar abater externamente, sem desistir da guerra mesmo que lá dentro já se sinta sem forças pra lutar. Mulher comum, que se permite olheiras, uma celulite ou uma estria perdida, que pode não ter as curvas mais bem definidas, mas mesmo assim é diferente de todas, um mulherão, seja qual for a conotação desta palavra.
Tudo isso é um ser só, ser mulher! É agir com uma razão que só o coração sabe explicar, com a intuição, com a sensibilidade, com hormônios, com esta loucura tão sensata, com o amor incondicional à quem e ao se ama. Não é tão difícil entendê-la, ela diz tudo, absolutamente, nem sempre com palavras. Em um olhar, em um sorriso, em uma lágrima, em um abraço, em um silêncio. O que ela precisa é mais barato e mais simples do que se pensa. Vai desde um simples momento sozinha até um simples momento feliz. É um elogio, uma ligação, um gesto de atenção, ser ouvida. É, às vezes um colo vai bem, uma boa companhia, um chocolate, uma flor, uma surpresa. Não é complicado nem difícil entender. Basta ser uma de nós, ou simplesmente gostar, de coração, como pede, sem exceção, nosso figurino.

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