segunda-feira, 11 de junho de 2012

Férias, viagens, reflexões...


Pó. Muito pó no blog, parado há meses. Como sempre eu corro atrás da vida, algumas coisas dela precisam parar por um tempo. Não devia ser assim, mas é, mas foi. Quantas vezes tinha zilhões de ideias, textos se formavam, linha a linha em minha cabeça, e por lá ficavam. Apenas não se materializavam no blog, não foram compartilhados com os amigos leitores. Empoeiradas também estavam minhas botas viajantes, as mesmas que tempos atrás andaram incansavelmente o mundo comigo. Mais que elas, minhas asas! Ah, minhas asas... reclusas, chegam a doer. Quando abertas, batem levantando pó, pó da estrada, das ruas, das cidades, do mundo novo, do velho mundo que pra mim é descoberta. A limpeza, de fato, é na alma, esta alma viajante, esta alma curiosa e apaixonada pelo mundo, pelas cidades, pelas culturas. Cheia de sonhos, vai, voa e volta transtornada de novidades, de fatos e, principalmente, de esperança. 

Depois de quase um ano e meio de muito trabalho, de dias incansáveis de labuta árdua, trinta dias de férias pareciam pouco, e foram mesmo quase nada. Ou será que sou eu que não caibo dentro de mim? Dentro de um espaço que parece delimitado? Não sei... Em doze dias viajei, segui com minha missão de conhecer o mundo, literalmente. O destino desta vez foi a América do Sul, três países, três capitais: Buenos Aires, Montevideo e Santiago do Chile. Um cidade grande, movimentada, trânsito, avenidas largas; a outra parece praiana, mas a "beira mar", na verdade, é toda beira rio; por fim, a que fica embrenhada nas montanhas, em um buraco, em meio às Cordilheiras dos Andes a cidade vive, sob olhos atentos e permanentes dos picos nevados, aqueles mesmos que só via em aulas de geografia, que pareciam dar contornos finais ao continente. 

Conheci estádios e clubes tradicionais, monumentos, gentes. Doze dias intensos de espanhol para os ouvidos, língua que traz consigo um pouco da minha origem, assim como a origem de todos estes povos com quem estive. No fundo, todos nós viemos de algum lugar em comum, temos histórias (de vida e de países, de política) muito parecidas, desde o colonizador aos dias mais atuais. Vi neve aos montes, do alto das cordilheiras, cenário indescritível, um capricho da natureza, daqueles lugares em que nunca se imagina estar, e quando chega tem a certeza que não poderíamos sair deste mundo sem estar ali. 

Enquanto viajo vou também  refletindo. Na volta mais cidades queridas, pessoas queridas, gente das antigas, gente que acaba de chegar ao mundo. Faltou tempo para mais lugares e mais pessoas que moram longe, mas moram no meu coração. Viagem, uma "pausa"no dia-a-dia, tudo me leva a refletir. Porque tudo isso, porque determinada cidade, porque lembranças e descobertas, tudo isso mexe tanto comigo?? Dos sonhos que construí e ainda não realizei, dos sonhos que se renovam, dos outros que surgem. Os lugares onde estive, onde vivi, onde vivo, por onde passei. Ir e voltar, voar, sempre mexe demais com meu íntimo. Volto não só com as energias renovadas, mas com minha natural inquietude aguçada. É difícil explicar, quem me conhece bem sabe, só eu sei ao fundo o que digo e sinto. No fundo, a sensação é de vida que segue, de voar e viver intensamente, como se o amanhã fosse sempre pra ontem... Sonho, vivo e corro para viver e realizar. Eu mesma, nunca paro! 

Um comentário:

  1. Oi bonita!
    Ando com poeiras ainda nas minhas botas, mas um dia voltarei a estrada ou aos ares, e assim, renovar minha alma :)
    E fotos? Onde tás colocando? No Face tem?
    beijos

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