segunda-feira, 26 de julho de 2010

O fim do tour Europeu

Entrei em casa com sensações estranhas, misturadas, opostas. Feliz por voltar de duas lindíssimas cidades, mais dois países pelo qual passei, mais cultura, mais coisas novas. Porém, com um vazio imenso por saber que aquela alegria era o fim do tour europeu. Sim, final, mas final feliz, como foram, no geral, as etapas deste imenso passeio pelo velho continente. Ao todo foram passagens por 6 países, várias cidades, muita gente, coisas novas, descobertas, monumentos e locais históricos, a vida acontecendo, eu dentro de um imenso livro de história, ela viva em mim.

As duas últimas paradas foram Berlim e Roma. A primeira, diferente das outras grandes cidades européias. Mistura, lindamente, o antigo e o moderno, organizada, gente culta, que fala inglês naturalmente como se fosse sua língua mãe. Você pode não entender uma palavra de Alemão, assim como eu, mas garanto, não se perde e se vira muito bem na capital do país. Gente clara, a maioria loiros, olhos azuis ou verdes. Pele mais morena, cabelos e olhos negros, são raros, em sua maioria, quando ocorrem, são turistas. São traços e características únicas da população, todos têm um estereótipo bem definido, quebrado apenas pelos indianos e turcos, muito comuns como mão-de-obra ou dono de pequenos estabelecimentos comerciais. Claro, impossível separar a história alemã do período nazista, um dos maiores absurdos da humanidade. Sempre pensei assim, mas depois de visitar o primeiro campo de concentração da Alemanha, Sachsenhausen, nutri ainda mais ojeriza pelos fatos. É um terreno imenso, de uma estrutura descomunal que era mantida pelo Governo, simplesmente para torturar e matar gente. Não, na minha cabeça, na minha filosofia nada disse teve razão, nem explicação. Assim como o muro. Separar gente por ideologias, por crenças. O que sobrou da barreira, hoje é um espaço de arte, a mais legítima e democrática forma de expressão. Mas a história alemã sempre me chamou atenção e é contada hoje, em muito, pela linda capital do país, na qual me senti bem recebida, em um calor seco, inimaginável para Alemanha, dois dias na casa do 28 a 30 graus, sem vento, sem umidade.



Roma é a antiguidade, ruinas, velharias, monumentos em estilo Romano típico, a qualquer momento parece que César estará ao seu lado. É também o auge do catolicismo, muito mais por abrigar a bela e pequena cidade do Vaticano, mas também por qualquer igrejinha ser rica, em detalhes, em construção. A cidade parece toda feita de mármore, pilares, pisos, imagens sacras, é uma luxúria, chega a ser contraditório, não é?! Lindo, mas nada mais arrepiante do que o Coliseu. Alguns monumentos que tive a alegria de ver pessoalmente me emocionaram, o Coliseu foi um deles. Arrepiei quando, sem querer, em um fim de dia, após muito andar, estava ao lado daquele gigante milenar. Como ainda está em pé, com estrutura, imponência? Como foi construído? Fiquei ali me indagando a genialidade de quem o fez, em tempos tão remotos e de poucos "recursos". A visita foi no dia seguinte, é como se sentir o próprio gladiador, de repente imagina-se um leão saindo de uma das valas, o povo gritando, o imperador com o polegar para baixo. Era verão, alto, quentíssimo na Itália. Mais de 30 graus, chegamos aos 38 de muita gente apinhada nas fontes romanas, nas filas, no velho metrô, todos suavam, como se estivessem na sauna o dia todo. Voltar com o bronzeado da camiseta fazia parte do passeio. Sim amigas, os italianos são belíssimos, acho mesmo que pra não fugirem à paisagem local, de uma cidade de beleza grandiosa.


Voltei então ainda envolta em tudo isso, mas com a sensação de que o final de fato se aproxima. Mas, um até breve para a Europa. Odeio despedidas e acho muito melancólica a palavra adeus. Prefiro um até breve, um choro de alegria e de satisfação como o meu. E além do mais, joguei a moedinha na Fontana de Trevi, volta garantida. O velho continente me espera como me esperou até agora, lindo e cheio de descobertas, sensações e muita história viva.

* Imagens: Reichstag - Parlamento Alemão, Berlim (1); Coliseu, Roma (2)

Um comentário:

  1. Ai que deu até um nó na minha garganta! Quando o assunto é viagem eu sou a nostalgia em pessoa, mas é isso aí, o que vale é que o velho continente vai tá sim sempre esperando a nossa volta. Bom retorno bonita!

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