sexta-feira, 11 de junho de 2010

Os dez mais do Corinthians


Terminei de ler ontem o ótimo livro do jornalista Celso Unzelte, "Os dez mais do Corinthians". A obra reúne dez jogadores que, na opinião de um júri, foram os dez mais marcantes da história corinthiana. Embora estes atletas mereçam estar ali, obviamente seria possível escrever inúmeros livros com outros tantos dez ídolos alvinegros. Como uma breve biografia de cada um, Unzelte relata a passagem destes craques pelo Corinthians, relações com a torcida, com dirigentes, entre companheiros, com o clube em si, enfim, contextualiza os anos vividos por eles no Parque São Jorge. Claro, são sempre as boas e deliciosas histórias de boleiros, aquelas que seria possível ouvir por horas, ou ler páginas incontáveis. Mais que isso, como sempre, emocionar-se com os causos, com os jogos lembrados como se os visse materializado em sua frente. A leitura foi assim, do início ao fim. Emoção maior quando os jogos já tinha vivido eu, lamentação por não ter nascido e visto aquele outro grande momento do passado.

Acabar um livro é como perder uma grande amigo, um companheiro. Por algum tempo você carrega o livro para onde vai, lê no ônibus, no trem, na viagem, na espera, ele está quase sempre na sua bolsa como uma ótima opção para alguns minutos sem atividades no seu dia. Em casa ele fica na criado-mudo, é muitas vezes quem te coloca pra dormir, companhia boa naquela tarde de final de semana chuvosa ou que se quer estar em casa deitado no sofá. Com o fim de mais esta obra não foi diferente. Ficaram as histórias, as recordações, lembranças, aquela vontade de ler mais um pouquinho, a saudade dos personagens cuja vida você participava. Neste caso, eles são dez, de vidas diferentes, mas unidas por um grande clube, uma grande paixão. São, de fato, grandes personagens, que fizeram da história corinthiana ainda maior. Vale muito a pena ler!

Ficou curioso? Ok, os dez caras são: Cláudio, o maior artilheiro alvinegro de todos os tempos; Baltazar, o cabecinha de ouro; Luizinho, o pequeno polegar; Gilmar, grande goleiro; Rivelino, o reizinho do parque; Zé Maria, o super Zé; Wladmir, jogador que mais vestiu a camisa corinthiana e símbolo da Democracia; Sócrates, o Doutor e também grande pesonagem da Democracia Corinthiana; Neto, o eterno xodó da fiel e Marcelinho Carioca, o pé-de-anjo. Só craque!

O livro é parte da coleção ídolos imortais, que conta com obras parecidas de outros clubes do futebol brasileiro.

3 comentários:

  1. E você não acredita, estava eu deixando o Pacaembu após a eliminação na Libertadores, enxugo algumas lágrimas do rosto e vejo O Celso ao meu lado. "Porra Celso, mais um ano?" e o figura responde: "Não dá para entender o Mano, troca volante por volante para tentar fazer gol. Mas a Libertadores ainda não perdeu a graça" rsrs
    Figura
    Beijos

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  2. 10 escolhas acertadas, mas o NETO a cada dia que passa cai no meu conceito. Um dia ele vai perder a cadeira de "xodó da fiel" pelas enormes besteiras que fala.

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