sexta-feira, 18 de junho de 2010

O orgulho de ser brasileiro


Assisti ao primeiro jogo do Brasil na Copa em Londres, Inglaterra. A cidade pulsava futebol por suas ruas, não apenas simplesmente pelo amor inglês ao esporte, mas também pelos turistas do mundo todo que desfilavam uniformes das mais diversas seleções. Era possível saber o jogo do dia pelas camisas na rua, pelos bares aos gritos na hora das partidas. Clima amistoso e bom de Copa, literalmente do mundo. Mais do que ver o jogo em um ambiente diferente, longe de amigos, familiares e do seu país, encontrar os compatriotas na rua é a festa do dia, bem mais do que vencer, bem mais do que o resultado do jogo, bem mais do que qualquer outra coisa, encontrar a brasileirada, ou mesmo sentir o carinho que outros povos têm pelo seu país é o melhor da história.

Saí com a camisa amarelinha. Não porque pretendia me descabelar pelo jogo, mas era preciso também me juntar à legião de brasileiros, turistas, imigrantes, todos nas ruas de Londres anunciando a partida do dia, anunciando a origem com alegria. Não foi apenas isso. Era como ser uma celebridade em passarelas londrinas. As pessoas te param, perguntam quem joga, perguntaram por Ronaldo, queriam meu palpite, simplesmente diziam gostar do Brasil, ou então mostrar torcida favorável, cumprimentar, coisas assim. Você passa e alguém grita, em sotaque inglês "viva o Brasil", acena com um largo sorriso. Outro já com sotaque mais aportuguesado diz "hoje é Brasil", o rapaz era Angolano, mais que a língua, a simpatia e alegria nos é peculiar. E assim vai, o dia todo alguém mexendo, alguém brincando, os irmãos de pátria se encontrando. É uma sensação incrível para quem já está fora do país a quase um ano, acho mesmo que só nós sabemos o que isso representa de fato. Gente de toda a parte do Brasil, gente imigrante pelos mais diversos motivos, mas que pelos mesmos pretende um dia voltar. Há quem estude, quem esteja casado, quem está a trabalho, quem foi tentar uma vida melhor, mochileiros... brasileiros, é o que todos somos com orgulho. Basta reconhecer a camisa, a bandeira, largos sorrisos se abrem, o papo já flui com naturalidade, um forte abraço de despedida, desejos de sorte fraternal.

Havia bares apenas de torcedores do Brasil, lotados, a entrada já não era possível uma ou meia hora antes da partida. Fui com dois brasileiros, conhecidos ainda no vôo de ida, que como a maioria dos outros com quem encontrei ao longo da viagem se tornaram imediatamente amigos, a um pub, cheio de ingleses. Éramos exceção no lugar, a torcida local era pela Coréia do Norte. Creio que não apenas por torcerem pelos mais fracos, mas por torcerem contra o mais forte, sempre tido como favorito, um adversário temido para o restante da Copa. Mas o clima não era o mesmo. Torcer pelo Brasil se tornou parte de toda aquela brasilidade que passei ao longo do dia. Um sentimento de amor, de amizade, de cumplicidade entre os brasilieros. Uma energia única que nosso povo tem, uma coisa tão nossa, deste povo tão peculiar. Fez um bem danado ouvir o sotaque de novo, sentir o abraço do irmão de pátria, sentir o carinho que o mundo tem pelo Brasil, o respeito pelo nosso futebol, o clima da Copa, e a união que o esporte é capaz de promover. Foi um dia de confirmar o meu orgulho, e o de todos os outros compatriotas, em ser brasileiro.

2 comentários:

  1. Amiga!!
    Entendo demais esse sentimento, é muito bom mesmo! Que bom que você viveu isso em Londres :) Essas sensações são mesmo únicas!
    :) bjs saudosos!

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  2. Chorei, mana! Tava linda com nossa canarinho!
    Beijão

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