quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Papo com o ídolo


Chego em casa da aula, toca meu celular (popular telemóvel em Portugal). Eram meus pais. Estavam embarcando no Navio do Centenário, viagem turística para corinthianos, uma das ações comemorativas aos cem anos do clube. Meu pai quem ligou, emocionado não conseguia dizer uma só palavra, apenas chorava. Minha mãe pegou o telefone, disse que era impossível não pensar em mim e não sentir minha falta em um ambiente tão propício, tão corinthiano. Fiquei emocionada por tudo, pela saudade, por eles, por me representarem lá... Vários craques que jogaram no timão estão participando da viagem: Biro-Biro, Vladmir, Basílio, Marcelinho Carioca, Sócrates. Pedi para minha mãe mandar a todos um beijo meu, dizer a eles que os admiro, agradecer pelo que cada um fez pelo Corinthians. Em especial pedi que mandasse esse recado a Marcelinho, para mim, um dos maiores ídolos do clube, um ídolo que vi jogar e, talvez, por isso, tenha carinho imenso por ele.

Minha mãe devolveu o telefone ao meu pai, já mais calmo conseguíamos conversar. De repente, ele diz: "olha o Marcelinho passando aqui do lado!". Ao mesmo tempo ouço a mãe dizendo: "Marcelinho minha filha é sua fã, não está no Brasil, não pode vir ao barco...". Eu já ao gritos para meu pai: "coloca ele na linha, coloca ele na linha..." Eis que Marcelinho pega o telefone, e deu-se o seguinte diálogo:

- Marcelinho???
- Oi meu amor tudo bem? (note a amizade e intimidade do craque comigo)
- Tudo e com você... olha, sou sua fã!
- Oh minha linda obrigada!
- Marcelinho obrigada por tudo que fez pelo Corinthians, você é um dos maiores craques que eu vi jogar, eu te amo, sou sua fã mesmo, obrigada por tudo!!! (eu estava eufórica, não sabia o que dizer)
- Que isso minha linda, obrigada você pelo carinho...
-Marcelinho um beijo grande te adoro!
-Um beijo querida!

Marcelinho foi muito simpático, parece que via suas expressões enquanto falava, foi, no mínimo, atencioso em atender à ligação. Esse foi o diálogo. Segundos, nada demais, nem de complexo, mas foi muito legal, fiquei emocionada, ria e chorava ao mesmo tempo, terminei assim a conversa com meu pai que também se emocionou, agora por mim e comigo. Tudo que se refere a Corinthians tem mexido comigo além da conta, pela ausência e pela distância. Muitos podem estar lendo este texto e achando uma idiotice, vendo a imagem de Marcelinho e torcendo o nariz, mas não podem negar o grande jogador que ele foi, sobretudo para o timão. E sem dúvida, tem até hoje grande identificação com o clube. E ele é mesmo como Corinthians: ou você ama ou odeia, não há meio termo, nem simpatizantes. Quanto a mim, nem preciso falar... Uh Marcelinho!

* E antes que alguns corneteiros, já me vieram à cabeça, digam que sou jornalista e tudo mais, apenas uma coisa. Sou mesmo, com honra e ética, mas antes de tudo e de qualquer coisa tenho paixões sentimentos, ídolos, gostos pessoais, como qualquer pessoa e não vejo vergonha nem motivo para escondê-los. Além do mais, neste momento estou e estava à paisana.

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