sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O vício do blog


Para mim, o blog é como uma terapia. Usei o todo pela parte, a terapia é escrever, o que faço com paixão imensa. Preciso escrever, externar o que sinto, o que penso, o que gosto, de algum modo, daí escrevo. Isso me faz bem. Já fui de escrever poesias, cartas, contos. Agora o que escrevo são textos corridos, que nem sei bem como classificar, se é que isso é preciso! Prefiro mesmo dizer que são meus devaneios, mesmo quando se tratam de opiniões concretas, sobre coisas concretas como o futebol. Mas o fato é que o blog surgiu para estes amantes da escrita como uma boa ferramenta. Teoricamente é possível difundir o que se pensa por meio destes textos. Digo teoricamente porque a sensação plena e constante é de que escrevemos para ninguém ler! Perdoem-me leitores deste humilde espaço, mas os companheiros blogueiros entendem o que digo, é um sentimento comum a todos nós.

Eis que meu irmão quis criar um blog. Passou pelo processo sofrido de escolher um nome, de entender o motivo de ter este espaço, de como funciona, do faço ou não faço, será que alguém vai ler e por aí vai. O começo é mesmo assim, e todas as questões que colocamos são pertinentes, bem como os motivos mais diversos pelos quais dizemos ter inventado o blog: ócio, solidão, vontade de dizer algo nem se sabe pra quem ou porque, tudo é cabível! O fato é que ele criou seu blog e, assim como todos nós, blogueiros que somos, já está viciado! (daí me surge o mote para este post). Sim, isso aqui é viciante! Escrever é terapêutico, mas deixar o "pobre" blog abandonado por dias nos transtorna! Sinto como se eu estivesse secando por dentro, sem ideias, sem opiniões, sem razões para falar. Isso perturba! Contraditórias estas sensações? Sim, são! Há ainda um certo sentimento de pânico por escrever, quando há várias ideias, ou mesmo uma apenas e você não vê a hora de sentar e escrever já que o assunto fica às voltas na sua cabeça porque é um bom tema para um post, ele precisa ser feito com urgência, "alguém me arruma um computador com internet aí agora ou as linhas já esboçadas em minha mente fogem!!!".

Postar no blog torna-se mais que um hábito, ou uma ação despretensiosa, torna-se uma condição sine qua non à sobrevivência. Diferente da maioria dos viciados, seja lá no que for, admito meu vício, reconheço. Porém, agora com a maioria, não pretendo deixá-lo. Afinal, ele não faz mal, ao contrário, faz um bem danado, acho eu! E posso advertir com tanta propriedade quanto adverte o ministério da saúde em casos como esse: ter um blog não causa mal a saúde! E o leitor pensará, "ué mas não é um vício?". Contradições da vida meu caro. E eu não largo!

2 comentários:

  1. Ai que inveja! Eu deixo o meu abandonado dias, ao mesmo tempo que tenho monte de coisas para dizer quando vou pro "papel" acho tudo que pensei meio ridículo, tou assim agora, não sei que doença de blogueira é essa! :) Fico pensando várias vezes se não é hora de abandonar... Eu amo escrever também, mas tou sentindo isso que vc disse, meio seca, sem ideias, sei lá, vou fazer um esforço, hoje vou fazer um post ;)
    bjs e boa sorte pro teu irmão.

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  2. Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaa lindona
    Que bom que isso aqui tornou-se um 'vício'. Na verdade aqui que escrever, pra nós, é mais um estado de espírito do que qualquer outra coisa né...? Ao menos me sinto mais pertinho de vc...e a gente faz de conta que mata a saudade!!!!
    E quem diria, senhor alexandrinho com blog!!! quero ver isso aí! AÍ SIM FOMOS SURPREENDIDOS! hahahahha!

    beijoc

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