segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Paris, um estado de espírito


O primeiro post de 2010 vem com as boas energias do final de 2009, as que receberam de braços abertos o novo ano. Dez dias em Paris me fizeram ainda mais feliz pela vida, mais disposta a voar e voar alto. A sensação de liberdade, de estar no mundão sem porteiras, do vento frio, mas acolhedor ,batendo no rosto, de caminhar em um livro de história e das mais diversas reações e sensações, foram essas as coisas mais importantes que trouxe comigo da cidade mais linda em que já estive na minha vida.

Logo que cheguei vi a região rural do aeroporto coberta por neve. Chão branco, flocos caindo, chorei. Cidades em que choro ao chegar ou ao sair, ou as duas coisas, ficam certamente guardadas em meu coração. Desci do avião como uma criança e como as crianças que também desembarcavam: mãos espalmadas para o céu esperando a neve cair. Foi a neve quem me recebeu e foi ela quem veio se despedir de mim, com um pedido para que voltasse quando possível. Só a vi nestes dois momentos, desembarcando e embarcando. O primeiro grande ícone de Paris em que estive foi o Museu do Louvre. Ria sozinha, incrédula de estar ali, na frente da imensa pirâmide de vidro que guarda muito da riqueza cultural e artística do mundo.

Porém, o símbolo maior da cidade ficará também como o marco mais expressivo em minha memória, a Torre Eiffel. Chorei quando a vi, num inexplicável momento de deslumbre e contemplação do gigantesco e maravilhoso emaranhado de ferro. Do alto da torre, vê-se a cidade toda, grande e organizada, como desenhada. Onde quer que esteja na cidade, do chão, basta olhar para o alto, verá nem que seja o cume da torre. Ela observa e acompanha sua estada e seu passeio por Paris a todo instante. Ah!, a Champs Elysees! Passear na avenida mais famosa da capital francesa é uma das atividades mais gostosas de se fazer por lá. Simplesmente andar, tomar um chocolate quente, um vinho quente nas barraquinhas especiais de natal espalhadas ao longo da Champs. Você desce a avenida, o vento bate com um sabor incrível de paz interior.

Mais que essas sensações, ficarão para sempre comigo os cheiros, os gostos, os sons... do francês, das línguas misturadas pela cidade que se torna uma grande torre de babel; o cheiro e o sabor dos crepes, dos gaufres com chocolate, do cheiro do frio, e do gelo que cobre calçadas e lagos, a cultura, a arte que lhe salta aos olhos em pequenos detalhes, ou dentro dos grandes museus vendo obras dos mais diversos gênios, o eterno glamour que tudo na cidade tem. Até o glamour esportivo nas quadras de Roland Garros, o mais fino do tênis ,ou mesmo no monstruoso e Stade France. Sinto que ainda não me fiz compreender... talvez tudo o que disse até agora seja inexplicável em simples linhas e palavras... mais que isso, é preciso estar na cidade para entender, para sentir! Paris é um estado de espírito. E não é luxo ir a Paris, chega a ser uma questão de amor próprio.

Um comentário:

  1. Graucinha, minha linda! Tenho de concordar com você que só indo a Paris para compreender este estado de espírito! Graças a Deus tive essa oportunidade e pude compartilhar junto de você bons momentos que ficaram guardados com muito carinho! É nóis na Europa! Bjo grande e bom ano!

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