sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Maradona, la mano de dios



Estes dias assisti ao filme "Maradona, la mano de dios". Claro, só por se tratar de quem trata o filme já nos diz algo e já larga com expectativa e com o crivo de ser bom. E é. Retrata a vida deste craque do futebol, um craque que não tão cedo, ou talvez nunca será igualado. A vida de Maradona, em linhas gerais ou melhor dizer, pelo que sai na mídia, todo mundo conhece. Mas o filme nos revela bastidores importantes da vida deste personagem. Ele é um misto de genialidade e "porraloquice". Mas prefiro me ater ao gênio do futebol que Diego Maradona é. Ele nunca precisou da droga para jogar bola, o talento é natural, como bem retrata o menino Diego que já encantava desde muito cedo com seu futebol arte. A cocaína é um vício das horas vagas com o qual sempre lutou. O filme é emocionante, revela um personagem de fato desconhecido de todos, Maradona na sua intimidade, nas suas aflições e tristezas. Em diversos momentos chorei ao ver aquele monstro em campo derrotado pelo vício. E também sorri com o paralelismo entre Diego adulto e menino, às vezes confundem-se em atitudes e grandeza de espírito. (Aliás, aqui vale a nota de que o elenco é realmente muito bom, assim como a caracterização dos personagens. E a singeleza da atuação do garotinho que faz o jogador quando criança.)

Embora tenha sentido um pouco a falta de futebol, gostaria de ver e rever mais e mais lances do craque, o filme me pareceu um retrato muito fiel de Maradona, é tão autêntico quanto o próprio personagem. E isso é uma grande qualidade da produção da película, a percepção e a clareza como os fatos são tratados. De modo e em momento algum, pelo menos a mim, Maradona perde aquele encanto de ser o gênio do futebol, não deixa por este ou por aquele motivo de ser o ícone que é. No meio das emoções do filme me lembrei do nosso também genial Garrincha e pensei: "Porque estes deuses da bola têm vidas tão conturbadas, são tão "porra louca"?". E ainda a coincidência de ambos terem tido fortes mulheres ao seu lado, que sofrem por amor e pelo sofrimento destes indomáveis amados.

O filme relata a vida de Diego até 2004 e termina em uma bela homenagem e com uma dedicatória ao próprio. Ao final, o filme diz que Maradona não perdeu a vontade de lutar... Tampouco perdeu sua habitual forma polêmica de ser e de se expressar. Aos amantes do futebol e aos eternos admiradores desse gênio - desse que consegue de fato ser ídolo de uma nação, independente do time de coração de cada um, Maradona está acima de tudo - vale a pena ver o filme, conhecer e tentar entender melhor essa figura, emocionar-se ao ver a raça e amor ao esporte, ao país, rever lances e imagens que estão em nossa memória, vale simplesmente por falar do "D10s" Diego Maradona.

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