segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sem marcar

É como a vida de ser. As coisas acontecem porque têm que acontecer. Sem hora marcada, sem pensar, sem se preocupar...Vamos? Vamos! Quer? Quero! Pode? Posso! Na hora de bate pronto. Vale a vida sem compromisso agendado, com hora marcada, combinado a semanas, daqueles que quando parece estar chegando tudo começa a atrapalhar; vale o compromisso assumido de momento, porque resolvi agora que sim. Pra conhecer, pra gostar, pra estar junto, pra divertir, pra passear, pra respirar ao ar livre, pra colocar o pé na água, pra sentir a brisa no rosto, pra estar em lugares nunca antes conhecidos, pra estar com pessoas queridas a muito tempo ou a pouco tempo, pra sentir o amor em si por tantas coisas. Sem formalidades, razão ou reflexão, impulso de vida apenas... Com três pontos no final pra simbolizar que a vida segue e tudo acontece novo ou novamente, sem esperar...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O que faz você feliz?


Não, não se trata de um comercial da rede de supermercados. É apenas uma reflexão que faço constantemente... eu e acredito que toda a humanidade. O que é afinal a felicidade? Um momento, uma constante, um sentimento, algo físico, um estado de espírito? Não sei, já busquei "n" respostas, nenhuma se encaixa plenamente e sempre para a pergunta. Ser feliz ou estar feliz? Não sei...talvez os dois, talvez isso seja a mesma coisa.

O que me faz feliz eu, porque sinto. Ser livre me faz feliz, fazer o que gosto, estar onde quero, estar com quem amo... Mas a liberdade, para mim, é predicativo para a felicidade. Tenho espírito livre, quando estou nas circunstâncias citadas fecho os olhos e vejo nas minhas cosas um par de asas, não aquelas como a de anjos, mas as de pássaros, que me conduzem à felicidade. Basta batê-las e voar, voar, voar... Estar no meio da torcida, em um estádio de futebol, pulando, gritando, como uma louca, isso me faz feliz. Mais do que a camisa do time, estou lá com as asas. Sair, conversar, conhecer gente, aquelas amigas que são como irmãs, rir até chorar, dançar, arrumada com minhas asas. Viajar, conhecer o novo, o mundo, estar em frente ao mar, com a brisa que traz a sensação de leveza, de paz interior, que favorece ao vôo, que faz bater minhas asas. Ficar sozinha, quieta, comigo mesma, ouvindo o que há em mim, o que meu corpo diz, meu coração quer, reclusa em mim para me achar, com minhas asas recolhidas. Momentos felizes, em que encontro o mais essencial e puro de mim, em que sou feliz, porque estou feliz.

E você o que faz você feliz?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Ode ao medíocre

Dia desses estava discutindo sobre a mediocridade humana com um grande amigo. Talvez um dos mais malucos, um verdadeiro lunático, porém sensato, de boa ideias e reflexões. Falávamos pois da mediocridade em todas suas possíveis facetas: profissional, pessoal, da existência, do não questionamento, da aceitação, do emburrecimento, dos moldes a que as pessoas são impostas, da não expressão. A conversa começou com o jornalismo, nosso ofício, e tomou caminhos imagináveis, talvez passe em nossas cabeças apenas, infelizmente. Questionar, falar, se articular, virou defeito, é algo problemático, inclusive (veja que contradição absurda!!!) em nossa profissão, concluímos nós, mesmo sendo recém formados . O ato de observar, perguntar, falar, conversar, conhecer, parece não ser mais prerrogativa importante a um jornalista e sim uma ameaça. Triste, muito triste. E aos que trilham ou trilharam o mesmo caminho que nós de modo quadrado e medíocre sobram louros. É o que exige o mercado, a sociedade de um modo geral. Pensar dá trabalho, cansa e isso já é indispensável no mundo que nos consome com besteirol.
Depois daquele papo passei a guardar em mim, em um cantinho especial da minha observação, junto com questionamentos, "revoltas" e "conflitos" internos, tudo que há de mais medíocre no mundo à minha volta, tudo que noto merecer esta conotação. O incômodo pela simplicidade, pela amizade sem interesse, o desrespeito à normas e aos demais, o simples sim quando na verdade é não, estacionar a vida comodamente em um ponto por se pensar difícil sair dali e progredir, ou mesmo regredir atrás do seu "eu". O que somos, pra que estamos aqui, o que fazemos enquanto atores socias nas mais diversas esferas, o que queremos afinal?!? Triste e medíocre a vida destes que ao invés de buscar, falar, questionar, pensar, simplesmente observam a vida passar sentados, como passageiros de um trem, com o mundo correndo a sua janela em alta velocidade. Estes são conduzidos por maquinistas, que um dia ousaram inovar e agora conhece os caminhos, transporta os medíocres para onde quer que vá, foge ao que não quer segundo seu interesse. Então, porque não ser quem está na plataforma da estação, observando este sistema, tentando entender desde a engrenagem que move tudo, até a atuação destes personagens. Eu e meu amigo estamos na estação discutindo...Quem sabe esperamos um outro trem, que não passa nunca.
Eta vida besta, meu Deus!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Rapidinhas

Queria chegar aqui e destacar o grande jogo que foi Corinthians e Botafogo, mais uma boa atuação da equipe corinthiana, mesmo remendada. Mas me sinto sem alegria de escrever deste empate com sabor de derrota, do rídiculo gol de mão, clamoroso dado à equipe carioca. Por tudo que o timão apresentou em campo merecia vencer. O bota se deu bem na bola parada e nada mais. Mesmo com o empate o timão continua ali no bolo, poucos pontos separam um time do outro. Já o carioca, continua na zona de rebaixamento, nem o pontinho fora de casa ajudou juizão!
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O Corinthians apresentou agora cedo, ainda não oficial, no aeroporto após o desembarque mesmo (a apresentação oficial é manhã), o meia argentino Matías Defederico. O menino chega como promessa e título de "novo Maradona, novo Messi", além de empolgação em jogar pelo timão como um dia Tevez jogou e motivado por ter ao seu lado Ronaldo. Se depender da empolgação e rotulação o argentino será o cara... vamos esperar pra ver!
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Depois de cinco anos Rubens Barrichello voltou a vencer um GP de fórmula 1. Independente de qualquer coisa, usar o manto alvinegro para treinar foi um ponto positivo, de boas energias e sorte ao brasileiro. (Foto publicada no portal g1.com.br)





quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Estrela solitária

Domingo estava zapeando canais na TV, já quase pra ir dormir. Eis que passando pela TV Cultura uma figura prendeu minha atenção: Garrincha! Em comemoração aos 40 anos da emissora, uma edição do programa Vox Popoli, de 1978, estava sendo reapresentada. O craque ao centro, em em um monitor perguntas de pessoas que haviam sido entrevistadas na rua. Questões sobre carreira, vida pessoal, e Garrincha é exatamente o Garrincha que conheci lendo a biografia escrita por Ruy Castro, "Estrela Solitária". Aquela figura simples, um cara bronco, que não conseguia articular suas ideias com tanta facilidade quanto driblava adversários. Ele nasceu pro futebol e ponto! E que pessoa frágil, que tentava não passar imagem de acuado, tampouco embaraçado diante de algumas perguntas. Trazia já a expressão sofrida em seu rosto, assim como foi o fim de sua vida, melancólico.

O livro de Ruy Castro tornou-se um de meus favoritos, pela temática, pela precisão de dados, pelo enredo, pela história que faz rir e chorar, de um personagem tão alegre em campo, e muitas vezes nem tão alegre assim fora dele. No programa exibido pela Cultura, pouco se pode apreender do que Garrincha disse, valeu mesmo ver aquele figura carismática e inesquecível do futebol brasileiro. O final do programa me remeteu ao final da biografia, e consequentemente ao final da vida do jogador: olhos que seguravam algumas lágrimas, poucas palavras, ideias confusas, sozinho no centro do programa, luzes apagadas, silêncio... Assim como na última página, enquanto os letreiros subiam também me emocionei. Prefiro aquela figura que ficou eternizada em dribles. Gênio, herói, e estes são fortes...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Eus em mim

Vez ou outra me defronto com vários "eus". O que eu sou, o que eu tenho, o que eu quero ser e ter. Não, não são dúvidas, são realidades e fatos que me vêm à mente e à frente e gritam por reflexão. E também não se trata de nada material, ou até mesmo físico, são coisas que me fazem ser quem sou. Paixões, vontades, realizações. Só consigo viver assim, motivada pela paixão de ser, de fazer, de viver. Estes dias me tenho visto diante destes "eus" imaginários e existentes dentro de mim. Eles convivem em harmonia, todos em busca de um ponto comum, mas as vezes conflitam. E quando conflitam é um momento importante de crescimento. Sinto-me mais segura e decidida depois de debater acerca de tudo isso. E é o que houve por estes dias. O que amo, o que me realiza, o que quero, o que tenho, o que vivo, o que pretendo, e novamente, tudo mais claro. Como sempre já tomei partido e decidi o que vai ser: a paixão, o que amo e o que me faz viver.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O coringão voltou


O que se viu ontem no Pacaembu talvez nem o mais otimista dos corinthianos previa. Um corinthians de raça, atacando, brigando em campo, sufocou o "favorito" Atlético Mineiro. Apenas uma boa chance do galo, uma bola tirada quase dentro do gol por Edu e nada mais. Eu esperava um jogo mais difícil, sufoco, brigado. A volta de Diego Tardelli da seleção foi super valorizada. Desculpem os atleticanos, ele não viu a cor da bola. O time de Parque São Jorge não tomou nem conhecimento do visitante. Nem mesmo a entrada de Moradei no meio comprometeu. Elias reencontrou o futebol, superou o trauma de não ver Cristian ao seu lado no meio e jogou demais. Marcou, armou, um monstro em campo, como nos velhos tempos de Elias. Boquita fez uma de suas melhores partidas no profissional, fechou a partida com um golaço. Dentinho e Jorge Henrique correram, se mexeram, deram muito trabalho à defesa do Galo. A defesa bem postada, segura, Felipe como o que vem salvando a pátria sempre. Sim, aquilo era, aquilo é corinthians. De deixar a fiel maluca no Pacaembu. Novamente, o coringão voltou. Espero que a boa fase e o bom futebol permaneçam. Ainda dá!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Onde há fumaça...

É a diretoria corinthiana quem não se entende ou especulação da imprensa? Talvez as duas coisas? Não sei. A fase não é das melhores, tampouco o time, mas cada hora o que se houve é um reforço, uma proposta... envolvido a tudo isso a torcida que reclama, a diretoria que hora promete, hora desmente, hora reclama também. Andres Sanchez diz não aguentar mais o cargo. Pressão e mais pressão. Mas pera lá, eu já ouvi este discurso antes. Andres já disse isso no passado, e mesmo assim se candidatou para mais um mandato no alvinegro. E reclama como se não soubesse como é o clube, a torcida, a imprensa etc etc etc. Aí é "curíntia" sr. presidente e, como diria o velho Vamp, um espirro sempre vira uma pneumonia. É óbvio que com o time sendo desmanchado, com o timão caindo pelas tabelas - literalmente -, especulações surgem e a expectativa pelos prometidos reforços e grande time para o centenário é ainda maior. O que vemos é apenas saída de caras consagrados e a chegada de caras desconhecidas. Isso gera também a natural desconfiança.
Aí prometeram Riquelme, faz semanas que se diz da negociação, da proposta, do sonho. Num dia a diretoria desmente qualquer que seja o boato, "não fomos atrás de Riquelme", "não temos dinheiro para isso". No dia seguinte mais uma vez a notícia estampa capas de jornais e homes de portais, parece que o argentino já está na mala da diretoria que excursiona atrás de reforços. Aí questiono: é a imprensa, é a diretoria, quem especula mais? E o torcedor? Vive apenas de ver a fumaça de todos esses boatos. Mas onde há fumaça, há fogo. Será?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Falando com as paredes de cara nova

Mudanças. Adoro mudanças. O blog já tem quase seis meses, resolvi repaginar. Como todas as arrumações e mudanças na vida renovam, me fazem sentir bem, a vida fluindo. E não foi sem motivo essa inovação de agora. Alguns colegas da publicidade da empresa acessam o Falando com as paredes e disseram: o layout não é adequado! Aceitei a sugestão. Sou jornalista, palpito e desenvolvo, até certo ponto, layouts, gosto de programas de edição, de diagramação etc, mas não é meu forte. Meu negócio é conteúdo, é texto. Por isso, qualquer palpite ou sugestão de quem entenda melhor do assunto é muito bem vinda, como foi a dos amigos citados. O fundo preto com as letras brancas me agradava, era bonito, mas, segundo eles, era cansativo para a leitura, ainda mais de textos longos como os meus. Optei então pelo fundo branco e a letra preta, clássica combinação. Será que agora ficou melhor? Vou consultá-los no cafezinho da copa e pegar novas sugestões, praticamente uma consultoria gratuita. Amigos eis aqui a mudança, o agradecimento pelo pitaco e a pergunta: e agora, ficou melhor para meus leitores?

Bem vindos todos ao novo, bom e velho Falando com as paredes!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Final de semana cansativo

Já começo a segunda-feira bem segunda-feira. Atrasada, com o despertador que não tocou. O cérebro condicionado foi quem me acordou, atrasada, mas ainda em tempo de chegar ao trabalho, correndo...Mas o final de semana foi cansativo! Não parei, não dormi direito, não pude ficar muito tempo com pessoas queridas. Viaja para um lado, para outro, e das poucas horas que tenho sábado e domingo, muitas delas, preciosas, passei na estrada, dentro de ônibus, carro, transporte coletivo entre um lugar e outro, e a semana já recomeçou. Eu ainda não. Venho com a canseira acumulada, cada vez mais acumulada. Para melhorar queria vir aqui e comentar futebol. Particularmente para mim, sem vontade nem emoção de fazer isso.
Ok, óbvio que um pitaco ou outro eu dou, não aguento não falar sobre, não acompanhar, não descabelar. Afinal, como diria Nelson Rodrigues, futebol, dentre as coisas menos importante é a mais importante. O Corinthians está com um time lamentável. Impressionante como a saída de algumas peças colocou o campeão no chão. Não eram quaisquer peças, concordo, mas o time está desestruturado totalmente, sem elementos de reposição, sem ritmo de jogo, sem esquema tático. No jogo das massas, o Flamengo também tem um time ruim, de poucos nomes, sem muito talento, mas superou o timão fácil. Mais uma vez a equipe de Parque São Jorge não entrou em campo. Pior, consagrou um Adriano também sem brilho algum. Acho válido sim o protesto da torcida contra a diretoria. O que quer a massa alvinegra é um time competitivo, para disputar os campeonatos ano que vem. A tríplice coroa seria lindo, mas o querem mesmo é não passar vergonha e montar um time forte para 2010. Agora, do jeito que a coisa vai... mandam embora peças principais do time e trazem quem? Até agora, os nomes anunciados não agradam. Desmachez, fique esperto!
Alguém consegue explicar o São Paulo? Fase? Combinado de jogadores? O time é o mesmo deixado por Muricy, o mesmo que vinha caindo pelas tabelas, ainda não tem o "verdadeiro" comandante que é Ceni, e de uma rodada para outra começa a jogar? Sinceramente não tenho visto a jogos do tricolor, mas pelo que tenho acompanhado da imprensa parece que o estilo de jogar é diferenciado de antes, time mais solto com toque de bola, peças antes quase não aproveitadas são importantes ao esquema tático de Ricardo Gomes. É isso mesmo? Que coisa hem!
Infelizmente no meio da semana teremos seleção. Assisto para cornetar e comentar... nada que me cause grande comoção! É até bom uma folga na rodada. Assim passo a quarta mais tranquila, não fico esperando pela noite, pelo time que vai entrar em campo, quem está bem quem não está, e no final do dia ainda dormir com a cabeça quente. Ando cansada o suficiente já, precisando de colo.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sofredor

Já tinha até esquecido esse sentimento sofredor que acompanha o corinthiano. Títulos seguidos, time bom, grandes craques e ídolos. Começou o desmanche e corinthians voltou ao pior de corinthians...time remendado, nomes estranhos para um jogador de futebol, jogadores estranhos para serem jogadores de futebol. Sofrido, reza por um empate no finalzinho, contra o Náutico. Que fase. Domingo, contra o Avaí achei que o time teve no mínimo raça, criou chances, mas ficou no empate magro sem gols. Mas ontem, nos Aflitos (o nome do estádio não poderia ser mais próprio) o time não entrou em campo. Apostava alto na reestréia de Edu. O prata da casa é craque, e se esforçou em campo, buscou jogo, mas teve uma estréia discreta. Porém, a meu ver, um dos melhores em campo. O meio perdido, Elias deixou seu futebol ir embora com Cristian. Alessandro deve futebol faz tempo, ok, passou por lesão, mas parece que a boa fase no time passou. E o ataque. Desculpe, mas Bill, Corinthians é muito grande pra você. É mais um daqueles que um dia lembraremos e bizarramente daremos risada. Mas o garoto, nem de longe, supera Souza. Ele é ruim e azarado. A bola chega a seus pés queimando, o domínio é difícil... ficou em campo 15 minutos e saiu lesionado. Seu desfalque é um reforço! O juiz também vacilou em vários lances, faltas não marcadas, Dentinho apanhou até em campo. Mas de resto, sem mais ressalvas, o timão não entrou em campo. É fase, passa. Ganhar a tríplice coroa seria genial para fechar 2009. Mas o mais importante neste momento é não passar vergonhas como essas e principalmente montar um time forte para o ano que vem. Que venham Riquelme, Lucas etc.
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E futebol é engraçado mesmo. O São Paulo anda todo animado com a boa sequência de vitórias, concordo, subiu bem na tabela. Mas calma lá. O time continua o mesmo, embora pareça jogar melhor e estar mais bem armado por Ricardo Gomes. Porém, eu ainda espero para palpitar mais. O Santos, bem o Santos é sempre assim. Sofre, ganha uma aqui, outra acolá, e... não empolga. Agora, a surpresa é o Goiás. O que esse time inexpressivo tem e assume a vice-liderança? Coisas do futebol.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Vida consumida...vivo

É impressionante como as obrigações acabam por nos consumir. Faz duas semanas que me descabelo e esgoto o que há de mim trabalhando. Sono, corpo cansado, chuva, frio, um toró bem na hora de sair de casa...não importa a hora que deite para dormir, acordo perdendo hora, o ônibus e porque não a dignidade também, já que sete e pouco da manhã já corro atrás do coletivo, lotado, "cansativamente" lotado. Tudo isso é normal, é a vida de todo mundo, uns com uns detalhes a mais, outros com detalhes a menos mas todos estão nessa mesma roda-viva. Não, o texto não se trata de uma reclamação, mas sim de uma constatação. Você já parou para observar se faz exatamente o que lhe deixa feliz? Ou então o que lhe faz bem, você tem feito? Coisas simples, um momento apenas, um instante "seja feliz". Demorou pra responder... pois é, estes dias me peguei pensando nisso, e me deu uma angústia interna. Ok, talvez seja fase, de dúvidas, inseguranças, incertezas, talvez não seja.
Algo simples como escrever no blog. Quanto de futebol ficou para trás, já é "matéria fria" e pouco cabe comentar aqui, quantos devaneios que ontem faziam sentido, hoje nem tanto, ou até mesmo já se perderam sufocados por outras coisas mais. O espaço virtual, porém concreto, que é como uma janela de mim para o mundo ficou parado por muito tempo, a janela fechada sem nenhuma luz de sol que seja, a luz da reflexão. Triste, eu acho. é um pouco de mim parado, inativo, inexpressivo. Resolvi então conciliar tudo, se é que é possível essa tarefa complexa. Não se trata de abandonar a profissão, as atividades sociais, a hora marcada, o compromisso inadiável, a viagem necessária, mesmo porque também gosto de ter que fazer e ser tudo isso, mesmo que canse. Não, apenas não deixar de fazer o que gosto, o que amo, em detrimento das outras coisas. Viva, fui ao lugar que mais amo no mundo, plenamente feliz. Eu, em mim mesma, na minha essência e paixão. Dia seguinte calcei o tênis, o agasalho e fui caminhar... ah, andar, andar, sentir o corpo cansar e transpirar de modo saudável e bom, minha higiene metal. Enquanto ando penso, reflito, mas ao final do percurso não me lembro de uma vírgula do que me passou pela cabeça ao longos dos quilometros andados. E de hoje não podia passar. Precisava matar a saudade do blog, escrever e refletir sobre algo, dizer aos que lêem este espaço que vivo.