terça-feira, 21 de julho de 2009

Só, acompanhada de boas lembranças

Saudade. Toda nova fase traz momentos de amadurecimento, renúncias, escolhas, descobertas e saudades, muitas saudades. Já me acostumei, ou melhor, já espero sempre que isso aconteça. Passei por momentos assim mais de uma vez na vida, e acho que isso seja uma constante no ato de viver. Sempre, é a vida que segue. Mas quero falar da saudade, que sempre me acompanha. Saudade de lugares, pessoas, momentos, fases, acontecimentos. Tem vez em que há a saudade no sentido de ausência, outras apenas no sentido de lembrança boa que ficou. Sinto ambas, concomitantemente, e costumam ser boas, mesmo as que doem. Há aquela da ausência de pessoas: família, amigos, colegas, alguém que apenas passou. Considero que essa tem sido a que mais me aperta ultimamente. Tenho saudade de falar e estar mais tempo com a minha mãe, de conviver com meu irmão, de ter as amigas por perto seja para uma balada, seja para um café, seja para conversar, dos amigos do meu irmão que ao longo de importantes anos também foram como irmãos. A sensação de estar sozinho é boa e necessária em muitos momentos, mas de vez em quando se transforma em "ser sozinho", aí é doída. Porém, muitas vezes pessoas demais, coisas demais, companhia de mais, exposição demais me sufoca. Paradoxal? Talvez!

Como quero ter todas essas pessoas comigo recorro à saudade das lembranças, dos momentos vividos. Sentir o cheiro, o gosto, as sensações, o local, como se o momento acontecesse novamente. Isso faz bem, e dá a breve, porém boa impressão, de que tudo se passa de novo e de que todos estão ali com você. Infelizmente não estão e aí volta a da ausência, que muitas vezes machuca. É como um ciclo, uma no fundo é a outra e ambas se misturam, se completam. Engraçado que, às vezes, sinto falta de pessoas que pouco tenho ou tive contato, quero saber como vão, o que aconteceu delas; ou de coisas que não vivi e gostaria de ter vivido, acho que é algo que ficou guardado no fundo do coração como uma lembrança do que não vivi plenamente apenas vi ou ouvi dizer, quem sabe.
Curioso, querer rever tudo isso. Uma vez um grande amigo me disse que isso tem a ver com a personalidade, são pessoas que guardam raízes, princípios, tem até mesmo uma explicação religiosa sobre tal coisa. Não sei, por ouvi dele considerei as observações, até concordo em alguns aspectos que o seja. Apego apenas a pessoas e momentos vividos, nada material. Por isso acredito que seja possível esta minha ânsia em viver, em mudar, em conhecer o novo, mas nunca me esquecer do que fui feita, das origens, dos complementos, das passagens, das pessoas, dos momentos vividos.

Um comentário:

  1. Queridona...
    Saudade dói sempre...seja de uma estação, de um cheiro, de um momento, de pessoas até que estão perto, de pessoas que estão longe.
    Tem uma música que vc já deve ter ouvido no carro rsrs "Sobra tanta falta". É bem isso mesmo. Sei como é, em doses menores, mas quando for assim...gaste seu 011 comigooooooo!
    ;) Só para descontrair!!!!

    beeeeijo lindona
    aparece logo!!!

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