segunda-feira, 27 de julho de 2009

Clássico é clássico...venceu quem jogou melhor

Os amigos que acompanham este blog, e principalmente os que me conhecem pessoalmente, talvez achassem que eu não viria hoje para comentar futebol. Pois bem, cá estou. Faço por paixão, mas, e também, por profissão, jornalista que sou.
Então vamos lá. Claro que gostaria de ter visto outro clássico, um jogo mais bonito, mais disputado, emocionante. Mas o que vi foi o jogo de um time só, o Palmeiras. O Corinthians jogou ontem? Jorginho armou muito bem sua equipe, marcação boa que fez com que o timão não criasse, não saísse para o jogo, ficasse perdido no meio campo. Méritos ao interino que se despede do comando alviverde com histórico bom e chave de ouro. Ressalva apenas para a desnecessária consulta a Muricy, que assistia das tribunas a vitória de seu novo time, no final da partida. Puxa Jorginho, você foi tão bem, pra que se rebaixar a isso, sem a menor necessidade. Sai com o dever feito. O Corinthians por sua vez sentiu falta de suas peças perdidas. O meio não tinha marcação, não tinha armação, não tinha organização. Time perdido em campo. Cristian, cadê você? O lado esquerdo também estava manco, faltou as subidas de André Santos ao ataque, Jorge Henrique até tentava alguma coisa por aquele lado, mas sem sucesso.
Ronaldo contundido, e agora? Entra Moradei... nesse momento pensei: "mas gente, não há um atacante de área, com características semelhantes as do fenômeno para entrar?". Otacílio Neto, que pra mim é um bom jogador está no Barueri (e ontem deu sufoco na zaga do São Paulo), sobrou quem mesmo?... A noite, em uma atitude quase masoquista, zapeava canais e parava sempre nas meses redondas. Quando numa dessas, um dos meus jornalistas esportivos preferidos, André Rizek diz: "Não entendi a entrada do Moradei, tinha o Souza como opção no ataque". Desculpe-me colega, mas Souza não é opção, ele apenas está no banco, mas não é opção! É e agora, de 4 a 5 semanas sem Ronaldo com a mão fraturada e nosso banco sem opção, literalmente.
Não há o que discutir, o Palmeiras dominou o clássico, jogou muito melhor, levou a merecida vitória. Apenas registro a surpresa, indignação ou sei lá o que: três gols do Obina faz a derrota ser ainda mais doida. E aproveito o alerta: este jogo foi um bom aviso do que teremos se o Corinthians não repor as peças perdidas, ou ao menos não estruturar melhor a equipe. No meio da semana já havia sofrido para passar pelo Vitória e agora uma derrota assim em um clássico... a sorte é que a rodada ajudou e o timão ainda continua na beira do bolo do G4. Ah se tivesse vencido, a rodada foi inteira boa para o Corinthians, exceto a própria derrota.
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Apenas para lembrar o show dois meninos do Volêi, campeão mais uma vez da Liga Mundial. Bernardinho é mesmo um técnico brilhante. Renova a seleção aos poucos, mantém peças experientes e importantes, mescladas com a juventude talentosa e com vontade de vencer. E olha, disseram que a arbitragem, composta por sérvios roubou até cansar os brasileiros, que foram pra cima, mostraram em quadra pra que vieram, raça, sangue nos olhos, vibração. Bom exemplo ao esporte e ao futebol...os caras são fantásticos! Saldo positivo do domingão esportivo!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Do outro lado do muro

Surpresa! Abro os sites de notícias de esporte logo cedo e vejo a manchete "Muricy é do verdão". O treinador assinou ontem a noite contrato com o Palmeiras até fim de 2010. Por essa eu não esperava, já havia até comentado aí mais pra baixo. Será que vai dar certo? O treinador é declarado são paulino, sua família também (já ouvi dizer que há depoimentos sobre isso no vídeo comemorativo do São Paulo) acho que ele já declarou isso publicamente... a torcida do Palmeiras, por sua vez, é de chiar, chiar muito quando algo não vai bem, e paciência também não é o forte dos alviverdes, (haja amendoim!). Muricy chega a um clube diferente do que está acostumado. Mais cobrança, mais pressão, acho mesmo que mais paixão. E o treinador já havia dado um "não" em tentativa de acordo com o clube dias atrás. O elenco já estava fechado com Jorginho, tem lideranças internas difíceis de lidar e quem joga são os jogadores, não nos esqueçamos disso. Que o técnico é bom no que faz não vamos negar. Mas essa eu pago pra ver. Abertas as apostas. Ainda vou esperar um pouco pra fazer as minhas. Quero ver o primeiro impacto de Muricy do outro lado do muro. E porque não as reações também do lado oposto.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Uma boa notícia no fim do dia

Lendo as notícias no final do expediente, antes de ir pra casa. Um boa notícia enfim, para dar uma melhorada no humor alvinegro. Marcelo Oliveira fica. A transferência do jogador para a Ucrênia não vingou. Ao menos uma ótima opção, a meu ver, para o lugar de André Santos na lateral esquerda. Quando colocado à prova, no primeiro jogo da final da Copa do Brasil contra o Internacional, Marcelo mostrou serviço. Jogou muito, comeu a grama. Uma baixa a menos no desmanche. Um grande (re) reforço para um time que se desfaz.

Triste desmanche 2





Cristian chora na coletiva de despedida do Corinthians...

Só, acompanhada de boas lembranças

Saudade. Toda nova fase traz momentos de amadurecimento, renúncias, escolhas, descobertas e saudades, muitas saudades. Já me acostumei, ou melhor, já espero sempre que isso aconteça. Passei por momentos assim mais de uma vez na vida, e acho que isso seja uma constante no ato de viver. Sempre, é a vida que segue. Mas quero falar da saudade, que sempre me acompanha. Saudade de lugares, pessoas, momentos, fases, acontecimentos. Tem vez em que há a saudade no sentido de ausência, outras apenas no sentido de lembrança boa que ficou. Sinto ambas, concomitantemente, e costumam ser boas, mesmo as que doem. Há aquela da ausência de pessoas: família, amigos, colegas, alguém que apenas passou. Considero que essa tem sido a que mais me aperta ultimamente. Tenho saudade de falar e estar mais tempo com a minha mãe, de conviver com meu irmão, de ter as amigas por perto seja para uma balada, seja para um café, seja para conversar, dos amigos do meu irmão que ao longo de importantes anos também foram como irmãos. A sensação de estar sozinho é boa e necessária em muitos momentos, mas de vez em quando se transforma em "ser sozinho", aí é doída. Porém, muitas vezes pessoas demais, coisas demais, companhia de mais, exposição demais me sufoca. Paradoxal? Talvez!

Como quero ter todas essas pessoas comigo recorro à saudade das lembranças, dos momentos vividos. Sentir o cheiro, o gosto, as sensações, o local, como se o momento acontecesse novamente. Isso faz bem, e dá a breve, porém boa impressão, de que tudo se passa de novo e de que todos estão ali com você. Infelizmente não estão e aí volta a da ausência, que muitas vezes machuca. É como um ciclo, uma no fundo é a outra e ambas se misturam, se completam. Engraçado que, às vezes, sinto falta de pessoas que pouco tenho ou tive contato, quero saber como vão, o que aconteceu delas; ou de coisas que não vivi e gostaria de ter vivido, acho que é algo que ficou guardado no fundo do coração como uma lembrança do que não vivi plenamente apenas vi ou ouvi dizer, quem sabe.
Curioso, querer rever tudo isso. Uma vez um grande amigo me disse que isso tem a ver com a personalidade, são pessoas que guardam raízes, princípios, tem até mesmo uma explicação religiosa sobre tal coisa. Não sei, por ouvi dele considerei as observações, até concordo em alguns aspectos que o seja. Apego apenas a pessoas e momentos vividos, nada material. Por isso acredito que seja possível esta minha ânsia em viver, em mudar, em conhecer o novo, mas nunca me esquecer do que fui feita, das origens, dos complementos, das passagens, das pessoas, dos momentos vividos.

Triste desmanche


Troca comando, troca diretoria e o Corinthians continua o mesmo. Ok, o desmanche era inevitável, um grande elenco, com grandes jogadores, mas assim, no meio do campeonato e ainda vendendo duas de suas principais peças para o Fenerbahce da Turquia! Pera lá né?! André Santos, até pouco tempo atrás - segundo a imprensa - era sondado por clubes da Itália, Alemanha e segue para a Turquia. Pior, deixa o timão totalmente órfão na posição. Marcelo Oliveira, que vinha substituindo o lateral muito bem, acaba de ser negociado com o Dínamo Kiev da Ucrânia; Wellington Saci não conta como substituto, mas só para constar foi para o Atlético Mineiro (reforço para o coringão). E agora quem vai na esquerda?

Cristian até dói ouvir que vai embora. Para mim, tem sido o mais regular e a maior surpresa deste elenco. Joga demais! Marca muito, desarma com eficiência e categoria, apóia no ataque e ainda deixa sua marca. O meio campo é dele! Tudo bem que temos o recém contratado Edu, grande volante também, mas ambos têm características diferentes de jogar. Quando Edu chegou, pensei até em como Mano montaria a equipe com os dois mais Elias. Eu poria os três com Edu mais adiantado apoiando o ataque. O banco conta ainda com Jucilei, que vem fazendo boas partidas, mas não é Cristian. É triste vê-lo saindo. Uma peça dificílima de ser reposta. O esquema de jogo alvinegro será muito prejudicado. E ele vai pra Turquia...

O desmanche corinthiano continua, de modo lamentável. Talvez inevitável, não sei. Cubra ofertas, negocie com os jogadores, mas não os deixe sair assim, pela primeira proposta que aparece. E pior, depois trazer reforços que são mais desfalques do que reforços, o que é típico de diretoria do Corinthians, seja ela qual for. O tão sonhado time do centenário precisa manter a base que está fazendo do ano do 99º aniversário corinthiano um ano de festa!

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Falta de criatividade ou de opção? Não sei. Luxemburgo volta ao Santos e Renato Gaúcho ao Fluminense. Entra técnico, sai técnico, roda, ganha, perde, e no fim todos voltam a ocupar o mesmo lugar. Identificação? Talvez. Acredito que ambos tenham sido as opções mais corretas aos referidos clubes...todo mundo já tá mesmo acostumado, e isso acho que já era mesmo esperado. Caso não dê certo eles saem, deixam a porta a berta para um dia voltar.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Viuvez


Segunda-feira, e o mais comum é que eu viesse aqui e comentasse a rodada do final de semana. Clássicos, bons jogos, lances polêmicos tudo como sempre. Mas, ao invés disso, venho falar de uma conversa que tive com um querido amigo dia desses. Sobre futebol também. Prometi a ele que isso viraria um post, tamanho absurdo que ouvi.

Discutíamos nós futebol. Claro, quem me conhece sabe que esse é um dos motes preferidos de conversas. Ele são paulino, mas contrariando a maioria esmagadora de torcedores do tricolor, meu amigo entende de futebol, sabe informações a mais, bastidores, porque trabalha com isso e gosta do nosso amado esporte bretão. Falávamos pois de técnicos demitidos, clubes em crise, e ele, como não podia ser diferente, por ser são paulino, é mais uma "viúva" de Muricy Ramalho. (Vale aqui o parênteses para reforçar o que sempre disse e acredito: jornalista esportivo tem sim um time de futebol, todos foram crianças um dia que colecionavam álbuns de figurinhas e tudo mais, sem contar que só trabalha com isso quem ama muito.) Voltando. Eis que ele começa a discorrer sobre a ausência do treinador em seu time, cita o depoimento emocionado de Muricy no DVD do São Paulo alusivo aos títulos do brasileiro, nossa o técnico é o herói dele!

Depois de misturar paixão, bastidores e opinião jornalística ao seu discurso, eis que o rapaz me solta o seguinte comentário: "Sabe pra quê que eu tô torcendo? Pro São Paulo ficar bem lá em baixo na tabela do Brasileiro, não precisa cair, só ficar mal...tudo bem que se cair é mais sofrido. Aí, ano que vem começa mal o paulista e a situação fica tão insustentável que o Muricy tem que voltar de qualquer jeito e é o salvador da pátria! Olha que bonito?! " Desculpe, mas olha que ridículo, o ponto que chega um dito torcedor do São Paulo. E me perdoe ainda, mas vocês não sabem torcer, nem sofrer. E sei o quanto sentem falta e queriam ser assim.

Não, não venham me dizer que ele, e outros que também podem pensar assim, diz isso com o coração. É inegável tudo o que o treinador já fez pelo clube, toda sua história, a longa permanência, a identificação entre ambos, vá lá. Mas espera um pouco, torcer para o clube perder, cair de divisão apenas para um técnico voltar? É amigos, esse é o pensamento do são paulino. E acho que de muitos. Já ouvi lamentos de várias destas viúvas de Muricy Ramalho. Lamentável. Torcer contra o próprio time. Sem fase boa e com o referido treinador no comando eles já não iam ao estádio, imagine em uma situação como essa: com outro qualquer treinador e com time caindo pelas tabelas ou mesmo na série B? Não iria nem família de jogador. E não é implicância não. Ouvi comentários hoje pela empresa que me deixaram ainda mais perplexa com esta relação do torcedor do São paulo com o clube: "eu nem perdi tempo de ver o jogo ontem"; "ganhou mais ainda não tá bom"; "ah nem ligo muito pra jogo do meio do campeonato mesmo"; "ganhou? de quem? puxa nem estava sabendo!"...isso porque foi um clássico, ambos em crise, quem ganha sempre melhora o astral, enfim. Triste, mas é verdade. Eles são torcedores do Muricy Futebol Clube...ou qualquer coisa assim, menos do São Paulo.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Brasileirão

Corinthians que volta a ser Corinthians. Saiu perdendo do Sport, no Pacaembu, pelo Brasileirão. Empatou, virou, abriu dois gols de vantagem. Ronaldo continua brilhando muito no Corinthians. Dois gols, de cabeça, que não é lá sua especialidade. Ele faz demais a diferença. Achei que seria mais um dia do novo timão, que mesmo após a derrota de domingo por 3 a 0 contra o Grêmio, ainda faz o torcedor bem acostumado ultimamente. Não, corinthiano se não sofre não é corinthiano. Esqueçam a fase, tudo fácil. Impressionante, é preciso sofrer. Toma o empate, 3 a 3, e depois sela a vitória com gol aos 37 minutos do segundo tempo. Ufa! A artéria ainda resiste. O coringão segue firme no Campeonato Brasileiro. Ah sem não antes ouvir, só para variar, choradeira do adversário, em especial do técnico Emerson Leão do time de Recife. Que chorem, mas mesmo desfalcado, de peças importantes como Elias, Willian e Alessandro o time de Parque São Jorge cumpriu sua missão. Mas não podemos deixar de observar que o sistema defensivo do time sofre com a ausência de titulares. Domingo pudemos ver isso nitidamente. Méritos do sistema ofensivo que trabalhou bem contra o Sport.
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O Palmeiras venceu na quarta o Flamengo, fora de casa. Com técnico interino (ou não?) e tudo o verde mantém boa sequência no campeonato nacional. Vendo essa situação concluo que: de fato, o time joga mais se os jogadores quiserem, do que se o treinador o fizer jogar. Sem Luxa, o Palmeiras está jogando muito bem. O técnico nem cai, nem fica no clube sozinho. Deu pra entender?
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Crise. Essa é a palavra que melhor define São Paulo e Santos. Ambos sem comando, sem organização, sem futebol. Tanto os tricolores falam, e seguem firmes rumo à ponta de baixo da tabela. Que me desculpe Ricardo Gomes, mas o time continua perdido. Mais uma derrota, agora para o Atlético Mineiro, e as viúvas de Muricy repetem o discurso de sempre. Parece que torcem pro técnico não para o clube. Na baixada santista ovos e mais ovos. Empate conseguido na bacia das almas contra o Barueri em casa. Quase perde. Mas a reação não foi motivo de alegria ao santista. Ao contrário, mostra a fragilidade e, porque não dizer, ruindade da equipe. A dupla San-São precisa mesmo da ajuda de todos os santos para sair desta fase... e que fase!
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Desempregados. Luxemburgo, Muricy, Parreira, Mancini.... A lista parece cada vez maior. E onde encaixar esse povo todo? Perfis diferentes, clubes diferentes, hum a missão é difícil. Mais ainda por termos aí egos, egos complicados de trabalhar. Se fosse apostar, eu apostaria em Luxa de volta à Vila, duvido que Muricy dirija o Santos. Não sei dizer exato porque, mas ambos não tem um a cara do outro. Para o ex-tricolor o já conhecido Internacional seria ideal, mas como o colorado vai bem no Brasileiro Tite segura sua cadeira. Parreira no verdão talvez? Hum, também acho que não, segue Jorginho até onde der, e onde o elenco quiser. Já faz mais de dias que esse povo tá sem emprego. E parece que ainda vai demorar um pouquinho até tudo se arrumar. Só fico rindo das viúvas de uns e do nervosismo de outros, já que no palestra e no peixe o galera não tolera muita coisa não. Escreveu não leu...

Eu sou para o que nasci

Dias atrás li no blog de uma das irmãs que escolhi na vida um post cujo mote principal me ficou na cabeça. Martelando, em momentos dos mais diversos da vida, a frase principal daquele texto vinha a minha mente. Nem comentei a referida postagem, precisava refletir...to refletindo, concluindo e vivendo coisas diárias que me levam àquela frase: "A pessoa é para o que nasce".
Eu sei para o que nasci. E sou para que nasci...ao menos busco sempre o ser, seja na vida pessoal, profissional. Mas já cheguei a conclusão que é muito difícil ser quem se é na sociedade, no mundo. Você nasce, ao longo do tempo se encontra, ou não. Porém, ser aceito não é tarefa das mais fáceis, assim como saber o pra que nasceu também. Eu nasci assim e sou isso. Ah e como é difícil ser para que nasci. Explico. Isso tudo é uma eterna busca, de erros, acertos, encontros, desencontros, pessoas, situações, ausências, presenças, o eterno "ser ou não ser, eis a questão"! Tenho bem claro desde muito tempo para que nasci. E fui colocada a frente de mim mesmo, em toda minha essência outro dia. Era o que nasci para ser profissional e pessoalmente. Confirmei naquela tarde, em meio a profissionais, coisas, correrias, jornalismo, minha expontaneidade, meu nervosismo, meu sentimento e meus sentidos para que nasci. Ao cruzar o portão desabei frente a realidade, será que consegui ser para o que nasci? É um trabalho constante, mostrar-se em todo seu "eu", assim, em um único momento é difícil. Em outras situação externo tudo o que há de mim em mim, mas na situação mais autêntica senti a falha, a decepção, o ser ser humano em mim mesma. Como, se nasci pra isso?
Ainda confusa e buscando o nascimento pleno de mim, me defronto com o que já consegui colocar para fora, o que já consegui trazer ao mundo neste parto que é viver. Simplesmente ouvi que muito do que sou agrada, mas o mais essencial d mim não pode ser externado. Eu nasci assim. Porque preciso usar máscaras, fazer tipos, apenas para agradar alguém que nem sabe o trabalho que vir a vida e ser quem sou na vida hoje me custou. Ninguém é igual a ninguém, pessoas são diferentes, têm individualidades, cada qual nasce para uma coisa, de um jeito. Assim busco essa pessoa que renasce a cada dia, tentando ser completamente eu, para o que nasci. Eu sei bem para o que nasci e é atrás dessa vida que corro. Busco as chances na vida pra ser para o que nasci. Espero que aquele dia em que a frustração escondeu minha origem, se repita, agora com a Gláucia que nasceu assim, Gláucia em suas múltiplas facetas, funções, jornalista, mulher, corinthiana, verborrágica, espontânea, emocional, sensível, racional, forte, única.

Freguês!


Hoje os jornais e sites esportivos trazem dados e estatísticas sobre a freguesia brasileira frente aos argentinos quando se trata de final de Libertadores. Das últimas cinco disputas entre Brasil e Argentina pela final da competição sul-americana, os hermanos ganharam as cinco. Ontem, achei que daria Cruzeiro. Em casa, com torcida, uma vitória simples bastaria...um pedacinho do troféu já estava na toca da raposa após o empate sem gols na primeira partida. Engano! Um bom meio campo, um bom ataque, mas o Cruzeiro amarelou. Ou melhor foi anulado pelo Estudiantes. Ramires pouco jogou em sua despedida, Kléber não ouvi ser narrado, Verón coordenou como ninguém o meio campo e anulou a equipe brasileira.

Mesmo assim o time da casa achou um golzinho logo no início do segundo tempo. Mas argentinos são argentinos. Jogar em casa ou fora dá na mesma. A raça, a busca e a dedicação não mudam. Gol contra e ninguém se abala. Empate, virada e título. O time brasileiro sentiu mais o empate do que o argentino sentiu a derrota parcial. Se fosse o inverso, dificilmente a reação azul aconteceria. É coisa de brasileiro, ou pelo menos da maioria dos times. O poder de reação é péssimo. O balde d´água fria do empate desenhou a derrota cruzeirense. E a torcida hem? Adianta lotar o mineirão e ficar calada? Digo, ao longo do jogo, parecia tão apática quanto o time. Só esboçaram reação mais animada a pós o gol. O resto a gente já sabe. Desculpem-me, mais uma vez os super patriotas, de “Brasil na Libertadores”, mas estava torcendo pelos argentinos. E detalhe bem lembrado ontem, por mais um torcedor brasileiro do Estudiantes: o campeão da Libertadores 2009 perdeu para o Corinthians por 5 a 1, em amistoso no início desse ano...com gol até de Souza.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Tá fácil!

Faz tempo que não via o Corinthians jogar tanta bola como está jogando. Faz tempo que não era tão fácil, e até mesmo menos sofrido ser corinthiano. Dois títulos em um semestre, time jogando por música, Ronaldo fenômeno e seu bom futebol de volta. O torcedor está rindo a toa. Quarta no Pacaembu, contra o Fluminense, o campeonato Brasileiro de fato começou para o timão. Com time completo, já sem poupar peças para a Copa do Brasil como acontecia antes, o jogo foi festa do início ao fim. Troca de faixas, apresentação de reforço (Edu, um grande reforço), Ernesto Teixeira puxando o hino com a galera. Bola rolando e o Corinthians sai logo vencendo por 3 a 0 no primeiro tempo, dois de Ronaldo um de Dentinho. E foram belíssimos gols, com trocas de passes geniais, precisas, de time entrosado.
Segundo tempo um relaxamento normal da equipe, que continuou jogando bem, mesmo assim. Vá lá que o time do Fluminense não grande coisa. Tirando Conca e sua habilidade não nos resta muita coisa... Fred? Quem? Só ouvi seu nome ser narrado quando foi expulso. E ainda assim o timão levou dois gols. Claro, muito fácil não é Corinthians! Um leve gosto de sufoco, para depois tudo voltar ao normal dos dias atuais. Gol de Ronaldo, de craque, goleada e o coringão definitivamente entra no brasileiro em busca da tríplice coroa este ano. Sinceramente, nem a série B foi tão fácil...
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E por falar em fase boa, o Corinthians começa a se preparar para o ano do centenário. Começa bem, muito bem. Com o pé esquerdo...ou melhor a perna esquerda habilidosa de Edu, menino nascido no timão, com identificação e história no clube. O bom filho a casa torna. Será um bom exercício para Mano Menezes: armar o time com Edu ao lado de Cristian e Elias, ou deixar um destes craques no banco? Ah pra jogador bom sempre tem espaço! Isso sim é uma disputa digna de Corinthians.
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E o Internacional vai aos trancos e barrancos. No ano do festejado centenário perde um título por semana e a crise se aproxima. Vá lá que recopa não é grande coisa, mas estava valendo caneco, e o Inter decepcionou. Tomou de 3 da LDU e mais uma vez engoliu o grito de campeão... e cá entre nós, engole também a petulância de seu técnico e elenco. Será que agora ele cai?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

É Campeão! Eu chorei...


Chorei em desabafo! Foi de lavar a alma. Após um ano de sofrimento, série B vencida na raça, na garra, no campo, no corinthianismo. E o coringão voltou com tudo. Venceu invicto o Campeonato Paulista e agora leva a Copa do Brasil. Com mérito! Assistir à final de ontem foi como sempre, tenso. Para os corinthianos é assim, acordamos e antes mesmo de colocarmos os pés para fora da cama pensamos: é hoje! é dia de jogo, é dia de final! Isso se o sonho não teve a partida como mote. Daí pra frente o dia é nervoso... o coração sempre a palpitar, a cabeça lembra a todo instante "mais tarde tem jogo, tem que ganhar", impossível concentração total na atividades diárias, ler as notícias aumenta o nervosismo, é irritante ouvir conversas no ônibus, no elevador, ainda mais se são dos "zicadores" de plantão, e assim vai, até o tão esperado momento.

Final de Copa do Brasil, a vantagem era enorme, a certeza e a confiança em relação ao título maior ainda, mas Corinthians é Corinthians, sempre surpreende e faz o torcedor sofrer até o final. E claro, o fantasma do ano passado, impossível repetir a tragédia, será? Já dizia Vicente Matheus, "o jogo só acaba quando termina" e sigo este pensamento. Assisiti ao jogo sem meus companheiros do lado, sem nenhum mano, seja meu amigo, seja meu irmão, seja qualquer desconhecido corinthiano que a gente abraça no estádio quando sai o gol. Senti falta de mais um alvinegro ao meu lado apara gritar e vibrar, para chorar ao final da partida, desta vez de alegria.

Trinta do primeiro tempo e já eramos campeões. Anda fácil ser corinthiano, torcer para um time que joga tão bem, tão entrosado e embalado. Tiro o chapeú e me rendo a Mano Menezes pelo jogo de ontem. Não que acho que ele seja um dos melhores do mundo, mas vamos admitir que achou o time ideal e o faz jogar por música. E aquela equipe que entrou em campo ontem era Corinthians. Sangue nos olhos, comendo a grama, pra cima, como quem precisava fazer o resultado. E fez o que precisava. Podia ter sido uma sacolada, mas foi o suficiente para calar o gigante da Beira Rio, para calar dirigentes, técnico e os prepotentes jogadores do Inter que não souberam perder. Queriam briga, partiram pra cima, no sentido adverso da palavra. Recuamos, gentilmente negamos a briga, nosso negócio era festa. Enquanto afastava-se de D´Alessandro, o capitão Willian sereno sorria apenas.

Felipe, mais uma vez um monstro em campo, diz ter chorado o dia todo de nervoso. Ele é um símbolo de tudo que o timão enfrentou nos últimos tempos, do inferno ao céu! Seu choro ao final do jogo foi como o meu, mais do que alegria, foi de desabafo. Ah ser corinthiano é apenas pra quem sabe, quem nasce, não pra quem quer. Impossível compreender a insana paixão, o falar sozinha com a TV, esbravejar por tudo, chorar e espernear, quase infartar...sim há poucos ainda que admiram o que é ser corinthiano, falei com um destes ao final do jogo. Falei com pessoas queridas, aquelas que queria abraçar! Os loucos do bando...

A expectativa agora é pelo Brasileirão. A superstição dos alvinegros se confirma: em anos ímpares, ano em que ganhamos a Copa São Paulo, é um prenúncio de que teremos alegrias. Já disse aqui mesmo neste blog que apostava muito nos gaúchos para o Campeonato Brasileiro. Começo a duvidar. Futebol é mesmo apaixonante e é em campo que se vê realmente times, jogadores etc. Que os adversários sequem a vontade, falem, desdenhem de tudo o que o Corinthians conquista. O coringão voltou, mais forte, mais vencedor, mais coringão! Que venha 2010, o ano do centenário promete...Feliz Corinthians novo!