terça-feira, 23 de junho de 2009

O samba não morreu

Samba é um dos ritmos musicais mais brasileiros. É uma mistura de ritmos, com raízes fortes africanas, assim como o próprio Brasil. Eu, particularmente, adoro samba, daqueles das antigas, das origens, o clássico samba, que nunca morreu, nem nunca morrerá. Acho que o samba nacional se renova, se recicla, mas sem nunca perder o que há de mais original em sua fórmula, suas letras, seus batuques, sua humildade, sua simplicidade. E dizem que o simples é o mais difícil, o melhor...

Sambas de Noel Rosa, Cartola, Nelson Cavaquinho, entre tantos outros, trouxeram ao Brasil uma identidade nata e única, diria emblemática. Algo tão forte e contagiante que desceu do morro para se tornar este símbolo tão genuíno. E mais que isso, manteve-se clássico!

Tudo isso para dizer de um nome, que dizem ser o mais forte deste movimento de renovação do samba nacional, Diogo Nogueira. Não a toa, ele é o nome que puxa a fila de novos sambistas nacionais. Cantor e compositor, Diogo é nada menos que filho de João Nogueira, um dos grandes nomes do samba, da música brasileira. Mais que a veia, traz consigo o samba em seu DNA, duplamente: pela origem brasileira e pela filiação. Aos que gostam e acompanham samba, Diogo é a prova viva de que o ritmo nunca morreu e continua mais vivo que nunca nas rodas pelo Brasil.

Prestes a lançar seu segundo CD, Nogueira tem uma vida pregressa riquíssima no samba, como é de se esperar daquele que representa, com merecimento, a nova geração do samba. Aos amantes da música é imprescindível conhecer este artista que prova, que não só o samba sobrevive, mas a cultura, o talento e a música brasileira de qualidade ainda vivem! Abaixo, uma das composições de Diogo, a prova concreta de toda esta persistente existência cultural.

Samba pros poetas

Autores: Diogo Nogueira e Inácio Rios
O povo clamando pro samba não morrer
Sambista de fato não deixa esmorecer
Bate no peito com raça e dignidade
O samba vem de angola
Mexe meu peito, a mais pura verdade
Dizem que o samba da gente já morreu
Isso é conversa fiada, o samba cresceu
E donga dizia pelo telefone
Que o samba é a alma do povo,
Raiz verdadeira, Brasil é seu nome
Samba de monarco, de ratinho
De Noel, de padeirinho e do Silas de oliveira
Samba de katimba e da vila, dona Ivone, Jovelina
E também João nogueira
Samba pros poetas de verdade
Do Paulinho da viola e pro nélson cavaquinho
Olha que o candeia foi chegando
E o sem braço foi versando
Devagar, no miudinho

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. "Não deixe o samba morrer
    Não deixe o samba acabar
    O morro foi feito de samba
    De Samba, prá gente sambar..."

    Uma beijoca, Grauuciinha.
    Saudades! (=

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