terça-feira, 16 de junho de 2009

Enquanto ainda sonho, vivo a realidade

Faz tempo que estava para escrever...tantas coisas novas, tantos acontecimentos em pouco tempo, mas faltava fôlego e um pouco de sossego pra sentar e escrever, filosofar. Dentre tantos assuntos, vou retornar ao blog, depois de um longo inverno (que na verdade não é só no blog que faz um frio de gelar a alma) com algumas observações acerca da vida profissional e das pessoas que nos cercam, me cercam, no geral. Como já disse anteriormente, tem sido um bom, interessante e instigante começo. Mas também já pude perceber que não desistirei do que sempre sonhei e do que, em muito, me levou a escolher a profissão que escolhi. Foi o que sempre quis e continua sendo.
E pude ver também a realidade do mercado de trabalho, o mundo corporativo em suas entranhas. É preciso ser forte, em todos os sentidos, para sobreviver à esta selvageria. Tudo que aprendi, desde criança, no que diz respeito a princípios éticos, morais, valores, tudo é rasgado, do dia pra noite, em nome dos negócios, de egos, de gostos pessoais de quem manda. Chega a ser lamentável, mas é a realidade, já compreendi. Lembro-me de quando pensava na fidelidade e palavras minhas aos outros, que isso deveria ter (e pra mim tem) muito valor. Mas para outros isso pouco vale, então terei que saber quando for interessante pra mim também não mais tê-los como valores absolutos.
Com pessoas difíceis já me acostumei a viver, mas não digo, em hipótese alguma, que aceito o jeito de ser destes seres. Confesso que tento entendê-las, busco a muleta das justificativas que elas mesmas usam, mas não adianta. Problemas, dias ruins, divergências, preferências, todos nós temos, mas não é preciso transformar a vida de todos num inferno por isso e por nada. Acho que nunca vou me acostumar com gente que insiste em ver os outros infelizes, em não dialogar, em agir grosseiramente. Tolerância é uma habilidade a ser desenvolvida, mas sinto que vou acumulando minha indignação com todos que são assim, e uma hora estouro, não importa com quem seja, não importa o "cargo" que ocupe na minha vida. E pior, é que parece que estas pessoas me perseguem... acho que devo ter algo para aprender ainda com isso.
Enquanto ainda sonho com os campos da vida, como diria um grande amigo meu, vou aprendendo com a realidade, muito mais que jornalismo, vou aprendendo também sobre o contato e convívio humano, sobre as relações de trabalho, sobre a vida. Tudo isso agrega à profissional e ao ser em constante crescimento e amadurecimento. E que fique bem claro que os princípios que tanto valorizo não foram, nem nunca serão perdidos!

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