sábado, 16 de maio de 2009

Seguindo...

Começo a me defrontar com uma nova vida, uma nova realidade, mas com pelejas, dificuldades e enfrentamentos ainda do antigo modo de viver. Sinto-me presa, amarrada, impotente, incapaz, rídiculamente frágil como ser agente e existente da minha própria vida. Perco o chão tentando lutar contra os antigos hábitos, as amarras velhas que já não me servem mais, mas é difícil cortá-las assim, com as mãos limpas. Cortar o cordão que ainda remete ao que já não sou mais dói como um parto, não sai, nem escorrega tão facilmente como deveria. Sangra, antes de qualquer coisa, o coração e a honra. Humildade que enobrece, parece emburrecer e diminuir, sinceridade pequena perto do que precisa de superlativos, sensibilidade endurecida pelo rancor guardado e engolido. Os seres mudam, amadurecem, a vida segue e o mundo gira, esperando que todos andem consigo, para frente, progredindo enquanto seres agentes. Tento apenas seguir o natural da vida, o fluxo, a frente, o novo, a nova, a vida, a "eu" a cada dia apenas eu, agente , atriz, sem máscaras, nem fantasias, nem demagogias, eu!...será que posso viver?

3 comentários:

  1. Belo texto,
    quero estar presente em todas as suas vidas,
    beijos.

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  2. Ah....
    as amarras...
    ah as dores antigas, os repetecos, e essa roda que não roda...não sai do lugar...
    se não vai por bem...vai por mal...
    segue em frente, segue a tua vida...
    eu vou estar aqui, sempre!
    força

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